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Archive for janeiro \28\UTC 2012

A  mais de dez Ciclos, no antigo Reino de Sobrinnia, diz a Lenda que existia um bobo da corte.

O nome de tal menestrel das tolices do mundo jamais ficou registrado, mas diz-se que ele era o melhor no que fazia; ser divertimento impensado, jamais considerado digno de mais do que risadas.

Em uma tarde, assim se conta, o Lugall da Província Ellendica necessitou que se encontrasse um livro antigo, quase totalmente esquecido.

O bobo, desprovido do que seria o bom – senso, se ofereceu para tal busca.

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Do alto de minha torre, que divido somente com traças e más lembranças, posso ver a cidade respirando sua decadência. As ruas cheias de testemunhas do que, realmente, significa “ruína”. E todos carregam algum tipo de  peso nos olhos, ou nos ombros.

O que outrora fora chamada “Cidade dos Mil Prazeres” não passa, hoje, de uma cidade sem nenhum nome. 

E aqui, nesta torre que ja foi chamada de “Olho de Sellena”, uma homenagem verdadeiramente digna de nossa Deusa dos Céus, eu me quedo. Resoluto na tarefa que me foi dada, em parte por ter sido um pedido de um velho amigo, e em parte por não ter – me sobrado nada mais. Assim como a cidade, estou fadado ao desespero do acinzentamento e , por fim, do esquecimento. Mas se meu compêndio das Histórias do Mundo puder fazer alguma diferença, me valerei disso para acreditar em uma morte honrada.

                                                                I

No Ano Um, da Era dos Primeiros,os homens e mulheres , que viriam a ser reis e rainhas, regentes e governantes, não passavam de andarilhos. Sem posses, sem pátria, sem guerras à travar, eles possuíam tudo; o mundo, a verdadeira liberdade, do tipo que é cantada ainda hoje pelos bardos, e a capacidade incomparável de julgar o que realmente era valioso. E , acima de tudo, eles detinham o Conhecimento Esquecido, como dobrar a realidade ao seu bel prazer. Alguns chamaram isto de o Dom, outros ainda chamam de magia.

Foi nessa época que a companheira de Bannir, nosso primeiro Luggall, e fundador, lhe pediu que desse ao mundo uma prova do grande amor deles.

Ele dobrou a realidade, e tornou o céu totalmente arroxeado, porque sabia que essa era a cor que mais a agradava. E ela lhe disse que aquilo não poderia durar; pois o mundo é o mundo, e o amor , mesmo de seres tão poderosos quanto eles, jamais teria o direito de mudar isto.

Ele,então, usou sua Vontade para fazer com que todos dos primeiros dias soubessem o quanto ela era amada, e adorada, por ele. Mas ela tornou a dizer que aquilo não duraria; aquela era uma certeza pessoal, que jamais deveria ser imposta artificialmente, e os corações devem ser livres para acharem suas certezas sozinhos.

Por fim, ele ponderou por dias até que lhe ocorreu criar um jardim imenso,com mil flores, e apenas as  que ela mais adorava e que isto seria a prova de seu zelo do seu amor. E quando ele terminou, ela chorou apenas uma lágrima, e lhe disse: Eis um dos motivos pelos quais lhe amo. Mesmo que fosse um jardim imperceptível aos olhos, ainda assim me traria esta lágrima de felicidade. Mas nosso amor não se resume a mim, nem a ti. Ainda que pareça pedir demais, eu o faço ainda… construa algo para o mundo.

Ele, então, sem gastar mais de um segundo, teve a maior de suas idéias. Mas pediu a ela mais duas lágrimas de felicidade, essenciais ao que lhe ocorrera,e para isso se pôs a cantar a mais linda música jamais ouvida por mortais.

Ela chorou. E com as três lágrimas do seu maior amor,ele se pôs a construir a Cidade dos Mil Prazeres.

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Pensamentos.

Como você pode, realmente, me conhecer, se me compara com tudo que já viu antes?

Como isso é justo, se a única comparação que eu faço de ti é quando eu digo: ” jamais conheci alguém assim”?

Como eu posso ter uma chance , se meu jeito calado e pensativo é tão esquisito? E como eu calo meus pensamentos,se ele sempre fogem pra você?

Como eu te faço entender que muitos dos seus medos, são meus também? E que de receios somos ambos cheios?

E como eu posso te dizer que você já mudou tanto a minha vida, sem nem perceber,e que eu não espero nada de ti.

Mas que, mesmo agora, meu maior medo é que você saia dela?

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